domingo, 6 de julho de 2008

Era uma vez...Encantada!


Estive pensando sobre as estórias tipo Branca de Neve, Cinderela, etc...
Sinto muito fazer você se deparar com uma realidade tão dura, mas a verdade é que NÃO EXISTE CONTO DE FADAS!
Como é que pode nos fazerem acreditar desde pequenas que para sermos felizes precisamos encontrar um príncipe encantado? Quer dizer então que só serei feliz quando um cara lindo e maravilhoso resolver me "salvar" das bruxas e madrastas más da minha vida?
Que para ser uma pessoa plena deveria encontrar um cara que representaria o fim de todo o sofrimento pelo qual supostamente passei até então? Nossa, quanto poder para uma só pessoa!
Quem inventou isso?
Deveria ser proibido, nós, meninas, crescermos escutando este tipo de literatura! Pelo menos metade dos problemas que as mulheres enfrentam na vida adulta seria diminuído se não tivéssemos sido enganadas durante tanto tempo. O cérebro acaba adotando esse tipo de coisa como verdade, e quando crescemos e nos deparamos com uma realidade um tanto quanto diferente ficamos tentando entender onde erramos, porque que com a gente não acontece igual e ficamos achando que a culpa é nossa!
Há algum tempo venho pensando sobre isso, mas quando vi o novo filme da Disney, ENCANTADA, me dei conta da gravidade da situação.
No filme uma linda jovem absurdamente prendada (ela costura os próprios vestidos esvoaçantes e cheios de babados a partir de cortinas, tapetes, etc...) passa, desde a sua infância, se preparando para encontrar o verdadeiro amor, o tão esperado Príncipe Encantado. Toda sua vida gira em volta deste acontecimento! Seu sonho é casar-se e viver feliz para sempre!
Alguma semelhança com a vida real? Claro que há! Nós somos criadas acreditando nisso.
Pois bem, no filme nossa mocinha, por obra de uma bruxa má, que por um mero acaso é sua futura sogra, é jogada no mundo real. (olha mais um estereótipo aí!) Neste novo mundo, Giselle (pois é, este é o nome da nossa protagonista...) conhece um indivíduo absolutamente normal, com uma vida normal e uma filha pequena que não gosta de sua namorada, uma mulher bem sucedida, inteligente e bonita, que não tem nada de má! Porém a chica não tem nenhuma boa vontade com relação à ela!
Quando Giselle e o pai da menina, cujo nome não me recordo, se encontram acontece um estranhamento inicial, mas que depois é desfeito quando ele vê o quanto ela é a mulher ideal, afinal ela cuida da casa, tem uma igenuidade inacreditável e ainda por cima sua filha gosta dela!
Este filme, além de ser uma ode ao machismo, imputa valores e expectativas irreais na cabeça das crianças, que crescem achando que o papel da mulher é somente este, o de esperar placidamente por um marido que finalmente a fará feliz para sempre!
Depois nos perguntamos porque somos tão inseguras mesmo tendo alcançado tantas vitórias. A resposta é muito simples. Não importa o quanto você se tornou uma pessoa melhor, uma mulher de sucesso profissional, um ser-humano mais inteligente, se você não tiver um marido, a sociedade vai dizer a você que falta algo, e este algo é ser dependente de outra pessoa para ser feliz!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Voz do além...


Adoro estórias de ônibus! Hoje mesmo, indo trabalhar, presenciei um episódio um tanto cômico.
Estou eu sentada, lendo um texto sobre fotografia, muito interessante por sinal, para a faculdade, quando começo a escutar uma voz de mulher brigando com alguém! A voz foi aumentando cada vez mais e nada de um feedback acontecer. Olhei em volta procurando alguém falando ao celular, mas não era nada disso! Era uma "senhorinha", lá na frente, repreendendo um garotinho por alguma coisa. O caso é que ela não parava de falar e ficava repetindo as mesmas coisas, que ele era um preguiçoso, que tinha que tomar jeito e etc... E ela ia falando cada vez mais alto!
Todo mundo começou a se entreolhar, o cobrador olhava para os passageiros e ria. De repente alguns "ssshiii" se fizeram ouvir, até que o motorista aumentou o som do rádio, aí foi o fim da picada. Virou uma guerra! Ele aumentava o som e ela a voz, ele o som e ela a voz. De repente me senti num ônibus de excursão.
Então houve um vencedor, e eu considero que foi o rapazinho, que em nenhum momento abriu a boca para falar um "ai", mas foi salvo pelo som do motorista.
A "coroinha" parou a briga, pois chegou um momento em que, acredito, nem ela ouvia a própria voz. Ela pode até não ter desistido de reclamar, mas pelo menos adiou suas reivindicações para um momento mais apropriado, eu espero!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Praia, cantadas e assaltantes...




Você está na praia, vendo um pôr-do-sol lindíssimo, resolve dar uma volta e senta na areia, bem na beira d'água para apreciar melhor esse espetáculo da natureza, até que chega um indivíduo e dispara: - E aí mina, o que você faz além de sucesso?
Não preciso nem falar que eu fiquei estática, né? Mas aí, logo em seguida, passados os 5 segundos de indignação, eu não aguentei e tive um surto de riso. Falei para a figura que aquela pergunta era, no mínimo, peculiar. Meu cérebro nessa hora não parava de me dizer: - Agora sim, essa foi a coisa mais imbecíl que você já escutou!
Eu fico realmente impressionada com a criatividade desses caras! Eu, bem como a maioria das mulheres, já escutou toda sorte de besteiras nessas tentativas mal sucedidas de cantada, mas "pelamordedeus", essa foi o cúmulo!
O pior é que esse dia já tinha começado de uma maneira um tanto conturbada. Fugindo de um possível assaltante, andando de Ipanema ao Leblon umas duas vezes, até minha amiga (que foi à praia comigo) se convencer que o "assaltante" não estava por ali, quase não conseguindo entrar na água, porque (que vergonha!) até hoje não sei nadar e o mar estava demais, e no final essa cantada altamente elaborada! Eu mereço!
Mas foi ótimo para me divertir!
Depois da tão mal fadada pergunta, tive até que recolher alguns dados da criatura para traçar um perfil.





  • É carioca, mas mora em São Paulo (!)


  • Tem 37 anos.


  • Para piorar, depois de trezentas desculpas que eu dei, do tipo, tenho que ir embora, tenho namorado e etc... me disse que era óbvio que eu tinha que ter namorado, porque o pai dele sempre dizia que para ele namorar uma mulher bonita, ele teria que roubar de outro cara! hahahahahaha Essa foi o fim!!!


Como dizia Raul Seixas, pare o mundo que eu quero descer!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

2007

Este ano de 2007 foi muito importante para mim.Talvez tenha sido um dos melhores anos da minha vida.Descobri muita coisa a meu respeito, aprendi tantas outras e me dei conta de quem eu sou, como se eu tivesse saido da caverna onde eu só via as sombras no fundo e me deparasse c a luz!Finalmente entendi e assumi que sou uma mulher adulta. Me deparei com a realidade e vi que tudo não é mais tão fácil como antes, mas que por isso mesmo é que é mais interessante! Descobri que posso assumir riscos por minha conta. Percebi que posso e devo contar comigo e que não vai ter ninguém para amenizar minha dor caso eu venha cair e que isso é que torna tudo tão pulsante, tão gostoso.Nos últimos meses e principalmente nos últimos dias vi coisas em mim que nem imaginava, vi que tenho muita força, mais do que eu pensava! Que tenho muita coragem, tenho determinação e tenho atitude!!! Características que sempre persegui e que talvez só estivessem adormecidas aqui dentro. Nesse ano além de mim, descobri outras pessoas também, inclusive pessoas maravilhosas que apareceram na minha vida e que não vou deixar que elas passem. Amigos incríveis que só somaram em cada segundo que estivemos juntos e que me ajudaram muito nessas descobertas todas...Sou uma mulher feliz por tudo isso!!!! Sou uma mulher feliz!!!!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Eu quero sempre mais...



Todos os dias passo pela Central do Brasil, a tão famosa estação ferroviária, e por seus arredores. É muito interessante ver a grande mistura de classes que passa por ali. Claro que se tratando de uma estação de trem, próxima à favela e à uma rodoviária cujos ônibus dão acesso à Baixada Fluminense e lugares próximos, a predominância é de gente humilde, simples, pobre, muitas vezes gente miserável, vivendo sob condições bastante restritas. Essas pessoas que estão ali vendendo balas e outras coisas, chamando passageiros para as vans, tentando vender seus vales-transporte ou simplesmente tomando uma pinga no boteco, ouvindo um forró ou funk, estão sempre alegres, com um ar de quem não precisa mais nada para ser feliz.


Há algum tempo venho reparando que a felicidade, muitas vezes, anda atrelada a simplicidade. Penso que quanto menos se espera da vida, ou talvez, quanto mais se ignora as coisas melhores ( E aí eu falo de tudo e qualquer coisa, como moradia, companhia, comida... ), mais fácil é ser feliz.


Refletindo sobre isso, comecei a traçar um paralelo com minha vida e foi inevitável chegar ao sentimento de que "eu era feliz e não sabia!". Essa frase tão usada muitas vezes para expressar um arrependimento por ter deixado para trás algo ou alguma situação que não nos satisfazia cabe bem aqui.


Não que eu não seja feliz, pelo contrário! Gosto muito da minha vida, só tenho a agradecer pelas coisas que me acontecem, mesmo com os problemas, obstáculos e vicissitudes que estão linkados à ela. Mas as vezes dá uma "vontadinha" de ter uma vida mais simples, sem muitas cobranças dos outros e de mim mesma. Acho que é por isso que as crianças são tão felizes, porque não se cobram e encaram a vida com um olhar ingênuo, inocente e até mesmo ignorante do que vem depois...Afinal sou eu quem mais dificulta a estrada que percorro nessa vida querendo sempre mais, mais do que eu tenho, mais do que eu posso ter... Como diz aquela música "...Eu quero sempre maaaaais..." Claro que é isso que me move, que move todos nós. Que moveu o mundo e o fez e fez como o vemos hoje. Mas será que nessa sede de crescer, conhecer, ter mais, ser mais, não estamos deixando algo importante para trás?

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Anyway

Anyway é um blog descompromissado com temas.
Aqui vou falar um pouco das observações que faço do mundo, das pessoas e dos acontecimentos em geral... Como diz uma pessoa que conheci "...faço esse blog por que tenho essa mania estúpida de informar, dizer coisas e algumas bobagens..." não necessariamente nesta ordem. De qualquer forma, o blog e seu nome são inspirados em uma pessoa que conheço que vive dizendo "anyway" e cuja vida é levada em torno das reticências, o que tem me inspirado em muita coisa...rs
Anyway, essa pessoa foi primordial para a criação desta página, já que plantou a semente da idéia e contribuiu efetivamente para seu desenvolvimento.
Anyway é isso aí...