Voltando da faculdade, entrei no indefectível ônibus que me deixa sã e salva na porta de meu lar-doce-lar. Assim que subi encontrei uma pessoa que eu conhecia de vista, que é Mariah da Penha, atriz iguaçuana com um imenso currículo no teatro e na televisão. A conheci faz uns oito anos quando participamos de uma montagem teatral, mas acho que nunca trocamos uma idéia durante todo esse tempo, apesar de conhecermos trezentas mil pessoas em comum e da irmã dela dar aula para a minha.
Bom, eu, como sou uma pessoa quieta e reservada, comecei logo um assunto qualquer e fizemos todo o trajeto de cinqüenta minutos numa tagarelagem total. Trocamos várias figurinhas e combinamos de trabalhar juntas, o que me animou muito.
Ela me contou que estava indo para a casa da irmã, mas que está morando em Miguel Pereira, contudo, está procurando um apartamento no Rio, que fica mais próximo do Projac e dos teatros mais interessantes. Afinal Miguel Pereira ou Nova Iguaçu são mais longe que o reino de Far far away e segundo ela, para andar de carro só se for com motorista.
Papo veio, papo foi, entrou uma moça vendendo doce e entregou um papel a todo mundo onde tinha um pedido de ajuda e o valor dos doces. Eis que Mariah não quis pegar o papel e já disse para a vendedora que queria dois de goiaba. A menina não esboçou reação e passou direto largando o papel no nosso colo. Logo entendemos: Ela é surda, por isso os papéis. Voltamos a papear.
A menina voltou recolhendo os papéis ou o dinheiro, caso a pessoa tivesse resolvido ficar com os doces, e quando parou ao nosso lado, minha mais nova amiga disse pausadamente e fazendo sinais que queria dois de goiaba. Se nós não estivéssemos falando pelos cotovelos durante a viajem, os outros passageiros pensariam que a surda ou outra coisa era ela. A ambulante entregou os doces, pegou o dinheiro e na hora de descer deu um sonoro -"Brigadu motora!!!".
Nos entreolhamos e Mariah logo disse -Ela deve ta pensando que a surda sou eu, né?.
Obviamente caímos na gargalhada!
Anyway é um blog descompromissado com temas. Aqui vou falar um pouco das observações que faço do mundo, das pessoas e dos acontecimentos em geral... O blog e seu nome são inspirados em uma pessoa que conheço que vive dizendo "anyway" e cuja vida é levada em torno das reticências, o que tem me inspirado em muita coisa... Anyway, essa pessoa foi primordial para a criação desta página, já que plantou a semente da idéia e contribuiu efetivamente para seu desenvolvimento. Anyway é isso aí...
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
De volta ao bom-humor
É, tem uma época na nossa vida em que nada parece dar certo e temos a impressão de que estamos com uma tremenda nuvem negra bem grudada na nossa cabeça. Pois bem, estou justamente saindo de um momento deste. Andei num momento meio down e quase me confundi com um Emo, mas consegui, felizmente a tempo, sair dessa e voltar a ser a outra coisa estranha que sempre fui, mas que já estou mais acostumada.
Estou retornando ao meu bom-humor costumeiro e vou voltar a contar as estórias bizarras que parecem só acontecer comigo neste mundo velho sem porteira!!!
As velhas estórias de ônibus, de praia, de assaltantes, de Don Juans, de micos e afins.
Sem nuvens negras, sem infernos astrais. Só alvoradas e luz do sol!
Estou retornando ao meu bom-humor costumeiro e vou voltar a contar as estórias bizarras que parecem só acontecer comigo neste mundo velho sem porteira!!!
As velhas estórias de ônibus, de praia, de assaltantes, de Don Juans, de micos e afins.
Sem nuvens negras, sem infernos astrais. Só alvoradas e luz do sol!
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Mais um ano
Mais um ano. Mais coisas escritas na agenda.
Mais um dia que se disfarçou de felicidade e trouxe um monte de obstáculos!
Mais esforços, superações e vitórias.
Mais frustações, esperanças e aprendizados.
Mais, sempre mais.
Mais expectativas pequenas que se revelaram nada de mais.
Mais surpresas incríveis que surgiram quando o "nada mais" parecia o "tudo o que havia".
Mais acreditar, mais vencer, mais ser...
Mais um dia que se disfarçou de felicidade e trouxe um monte de obstáculos!
Mais esforços, superações e vitórias.
Mais frustações, esperanças e aprendizados.
Mais, sempre mais.
Mais expectativas pequenas que se revelaram nada de mais.
Mais surpresas incríveis que surgiram quando o "nada mais" parecia o "tudo o que havia".
Mais acreditar, mais vencer, mais ser...
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Atitudes vãs...
A esperança é a última que morre!
Quem deu a esse substantivo comum, esperança, esse conotação de " salvadora da pátria"?
A esperança que não morre, nem se desenvolve, se transmuta numa frustração. É isso mesmo.
Aí eu escuto alguém dizer: - Ah, é uma forma de não desistir de lutar! E encher a frase de estrelinhas, corações e flores...
Só que no final, dá tudo no mesmo! Não adianta o quanto você ESPERE, ele (a) não vai, subitamente, se apaixonar por você; você não vai acordar um dia rica e famosa; aquele livro super bem falado não vai passar a te interessar de uma hora para a outra; seu chefe não vai te dar um bônus em reconhecimento pela sua dedicação, não adianta o quanto se tenha esperança, as pessoas não vão parar de jogar lixo nas ruas.
Esperança não move, não faz, não realiza.
As pessoas têm esse poder. Mas preferem esperar, é muito mais fácil.
Se não jogarmos na Loteria, nunca iremos ganhar o prêmio acumulado e sempre ficaremos vendo na TV o vencedor, que ainda não foi buscar o dinheiro, ou que foi perseguido por causa dele.
Que a esperança morra!
Porque só assim se terá a real visão do que há e do que fazer!
Quem deu a esse substantivo comum, esperança, esse conotação de " salvadora da pátria"?
A esperança que não morre, nem se desenvolve, se transmuta numa frustração. É isso mesmo.
Aí eu escuto alguém dizer: - Ah, é uma forma de não desistir de lutar! E encher a frase de estrelinhas, corações e flores...
Só que no final, dá tudo no mesmo! Não adianta o quanto você ESPERE, ele (a) não vai, subitamente, se apaixonar por você; você não vai acordar um dia rica e famosa; aquele livro super bem falado não vai passar a te interessar de uma hora para a outra; seu chefe não vai te dar um bônus em reconhecimento pela sua dedicação, não adianta o quanto se tenha esperança, as pessoas não vão parar de jogar lixo nas ruas.
Esperança não move, não faz, não realiza.
As pessoas têm esse poder. Mas preferem esperar, é muito mais fácil.
Se não jogarmos na Loteria, nunca iremos ganhar o prêmio acumulado e sempre ficaremos vendo na TV o vencedor, que ainda não foi buscar o dinheiro, ou que foi perseguido por causa dele.
Que a esperança morra!
Porque só assim se terá a real visão do que há e do que fazer!
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Utopia...
Preciso de colo, de um psicólogo, uma viagem sem data de volta, de chorar até ficar com o rosto doendo, de gritar muito, muito alto, de sumir do mapa, de não falar com ninguém...
Preciso mergulhar num rio, num lago, numa cachoeira.
Preciso parar sozinha num bar desconhecido e encher a cara, preciso correr, correr, correr sem nenhum destino planejado!
Preciso dormir um mês seguido.
Preciso fugir.
Preciso de não estar aqui comigo!
Preciso esquecer... esquecer tudo e reconstruir meu pensamento!
Preciso mergulhar num rio, num lago, numa cachoeira.
Preciso parar sozinha num bar desconhecido e encher a cara, preciso correr, correr, correr sem nenhum destino planejado!
Preciso dormir um mês seguido.
Preciso fugir.
Preciso de não estar aqui comigo!
Preciso esquecer... esquecer tudo e reconstruir meu pensamento!
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Amei este texto atribuido a Pessoa, preciso disseminá-lo...
"Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és.."
Fernando Pessoa
"Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és.."
Fernando Pessoa
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Preciso dividir este texto que encontrei ao acaso nas tempestades navegadas na internet!!! Parece bobinho, coisa de adolescente, mas não é que ele diz a verdade!!!
"O amor não é algo que o faz sair do chão e o transporta para lugares que você nunca viu. O nome disso é avião. O amor é outra coisa."
"O amor não é uma coisa que te faz perder a respiração e a fala. O nome disso é bronquite asmática. O amor é outra coisa."
"O amor não é uma coisa que chega de repente e a transforma em refém. Isso se chama seqüestrador. O amor é outra coisa."
"O amor não é uma coisa que voa alto no céu e deixa sua marca por onde passa. Isso se chama pombo com caganeira. O amor é outra coisa."
"O amor não é uma coisa que você pode prender ou botar pra fora de casa quando bem entender. Isso se chama cachorro. O amor é outra coisa."
"O amor não é uma coisa cinza que lançou uma luz sobre ti, a levou pra ver as estrelas e a trouxe de volta com algo dele dentro de você. Isso se chama alienígena. O amor é outra coisa."
"O amor não é uma coisa que desapareceu e que, se encontrado, poderia mudar o que está diante de você. Isso se chama controle remoto da TV. O amor é outra coisa."
"O amor é simplesmente o amor."
"O amor não é algo que o faz sair do chão e o transporta para lugares que você nunca viu. O nome disso é avião. O amor é outra coisa."
"O amor não é uma coisa que te faz perder a respiração e a fala. O nome disso é bronquite asmática. O amor é outra coisa."
"O amor não é uma coisa que chega de repente e a transforma em refém. Isso se chama seqüestrador. O amor é outra coisa."
"O amor não é uma coisa que voa alto no céu e deixa sua marca por onde passa. Isso se chama pombo com caganeira. O amor é outra coisa."
"O amor não é uma coisa que você pode prender ou botar pra fora de casa quando bem entender. Isso se chama cachorro. O amor é outra coisa."
"O amor não é uma coisa cinza que lançou uma luz sobre ti, a levou pra ver as estrelas e a trouxe de volta com algo dele dentro de você. Isso se chama alienígena. O amor é outra coisa."
"O amor não é uma coisa que desapareceu e que, se encontrado, poderia mudar o que está diante de você. Isso se chama controle remoto da TV. O amor é outra coisa."
"O amor é simplesmente o amor."
domingo, 6 de julho de 2008
Era uma vez...Encantada!
Estive pensando sobre as estórias tipo Branca de Neve, Cinderela, etc...
Sinto muito fazer você se deparar com uma realidade tão dura, mas a verdade é que NÃO EXISTE CONTO DE FADAS!
Como é que pode nos fazerem acreditar desde pequenas que para sermos felizes precisamos encontrar um príncipe encantado? Quer dizer então que só serei feliz quando um cara lindo e maravilhoso resolver me "salvar" das bruxas e madrastas más da minha vida?
Que para ser uma pessoa plena deveria encontrar um cara que representaria o fim de todo o sofrimento pelo qual supostamente passei até então? Nossa, quanto poder para uma só pessoa!
Quem inventou isso?
Deveria ser proibido, nós, meninas, crescermos escutando este tipo de literatura! Pelo menos metade dos problemas que as mulheres enfrentam na vida adulta seria diminuído se não tivéssemos sido enganadas durante tanto tempo. O cérebro acaba adotando esse tipo de coisa como verdade, e quando crescemos e nos deparamos com uma realidade um tanto quanto diferente ficamos tentando entender onde erramos, porque que com a gente não acontece igual e ficamos achando que a culpa é nossa!
Há algum tempo venho pensando sobre isso, mas quando vi o novo filme da Disney, ENCANTADA, me dei conta da gravidade da situação.
No filme uma linda jovem absurdamente prendada (ela costura os próprios vestidos esvoaçantes e cheios de babados a partir de cortinas, tapetes, etc...) passa, desde a sua infância, se preparando para encontrar o verdadeiro amor, o tão esperado Príncipe Encantado. Toda sua vida gira em volta deste acontecimento! Seu sonho é casar-se e viver feliz para sempre!
Alguma semelhança com a vida real? Claro que há! Nós somos criadas acreditando nisso.
Pois bem, no filme nossa mocinha, por obra de uma bruxa má, que por um mero acaso é sua futura sogra, é jogada no mundo real. (olha mais um estereótipo aí!) Neste novo mundo, Giselle (pois é, este é o nome da nossa protagonista...) conhece um indivíduo absolutamente normal, com uma vida normal e uma filha pequena que não gosta de sua namorada, uma mulher bem sucedida, inteligente e bonita, que não tem nada de má! Porém a chica não tem nenhuma boa vontade com relação à ela!
Quando Giselle e o pai da menina, cujo nome não me recordo, se encontram acontece um estranhamento inicial, mas que depois é desfeito quando ele vê o quanto ela é a mulher ideal, afinal ela cuida da casa, tem uma igenuidade inacreditável e ainda por cima sua filha gosta dela!
Este filme, além de ser uma ode ao machismo, imputa valores e expectativas irreais na cabeça das crianças, que crescem achando que o papel da mulher é somente este, o de esperar placidamente por um marido que finalmente a fará feliz para sempre!
Depois nos perguntamos porque somos tão inseguras mesmo tendo alcançado tantas vitórias. A resposta é muito simples. Não importa o quanto você se tornou uma pessoa melhor, uma mulher de sucesso profissional, um ser-humano mais inteligente, se você não tiver um marido, a sociedade vai dizer a você que falta algo, e este algo é ser dependente de outra pessoa para ser feliz!
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Voz do além...

Adoro estórias de ônibus! Hoje mesmo, indo trabalhar, presenciei um episódio um tanto cômico.
Estou eu sentada, lendo um texto sobre fotografia, muito interessante por sinal, para a faculdade, quando começo a escutar uma voz de mulher brigando com alguém! A voz foi aumentando cada vez mais e nada de um feedback acontecer. Olhei em volta procurando alguém falando ao celular, mas não era nada disso! Era uma "senhorinha", lá na frente, repreendendo um garotinho por alguma coisa. O caso é que ela não parava de falar e ficava repetindo as mesmas coisas, que ele era um preguiçoso, que tinha que tomar jeito e etc... E ela ia falando cada vez mais alto!
Todo mundo começou a se entreolhar, o cobrador olhava para os passageiros e ria. De repente alguns "ssshiii" se fizeram ouvir, até que o motorista aumentou o som do rádio, aí foi o fim da picada. Virou uma guerra! Ele aumentava o som e ela a voz, ele o som e ela a voz. De repente me senti num ônibus de excursão.
Então houve um vencedor, e eu considero que foi o rapazinho, que em nenhum momento abriu a boca para falar um "ai", mas foi salvo pelo som do motorista.
A "coroinha" parou a briga, pois chegou um momento em que, acredito, nem ela ouvia a própria voz. Ela pode até não ter desistido de reclamar, mas pelo menos adiou suas reivindicações para um momento mais apropriado, eu espero!
Estou eu sentada, lendo um texto sobre fotografia, muito interessante por sinal, para a faculdade, quando começo a escutar uma voz de mulher brigando com alguém! A voz foi aumentando cada vez mais e nada de um feedback acontecer. Olhei em volta procurando alguém falando ao celular, mas não era nada disso! Era uma "senhorinha", lá na frente, repreendendo um garotinho por alguma coisa. O caso é que ela não parava de falar e ficava repetindo as mesmas coisas, que ele era um preguiçoso, que tinha que tomar jeito e etc... E ela ia falando cada vez mais alto!
Todo mundo começou a se entreolhar, o cobrador olhava para os passageiros e ria. De repente alguns "ssshiii" se fizeram ouvir, até que o motorista aumentou o som do rádio, aí foi o fim da picada. Virou uma guerra! Ele aumentava o som e ela a voz, ele o som e ela a voz. De repente me senti num ônibus de excursão.
Então houve um vencedor, e eu considero que foi o rapazinho, que em nenhum momento abriu a boca para falar um "ai", mas foi salvo pelo som do motorista.
A "coroinha" parou a briga, pois chegou um momento em que, acredito, nem ela ouvia a própria voz. Ela pode até não ter desistido de reclamar, mas pelo menos adiou suas reivindicações para um momento mais apropriado, eu espero!
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Praia, cantadas e assaltantes...
Você está na praia, vendo um pôr-do-sol lindíssimo, resolve dar uma volta e senta na areia, bem na beira d'água para apreciar melhor esse espetáculo da natureza, até que chega um indivíduo e dispara: - E aí mina, o que você faz além de sucesso?
Não preciso nem falar que eu fiquei estática, né? Mas aí, logo em seguida, passados os 5 segundos de indignação, eu não aguentei e tive um surto de riso. Falei para a figura que aquela pergunta era, no mínimo, peculiar. Meu cérebro nessa hora não parava de me dizer: - Agora sim, essa foi a coisa mais imbecíl que você já escutou!
Eu fico realmente impressionada com a criatividade desses caras! Eu, bem como a maioria das mulheres, já escutou toda sorte de besteiras nessas tentativas mal sucedidas de cantada, mas "pelamordedeus", essa foi o cúmulo!
O pior é que esse dia já tinha começado de uma maneira um tanto conturbada. Fugindo de um possível assaltante, andando de Ipanema ao Leblon umas duas vezes, até minha amiga (que foi à praia comigo) se convencer que o "assaltante" não estava por ali, quase não conseguindo entrar na água, porque (que vergonha!) até hoje não sei nadar e o mar estava demais, e no final essa cantada altamente elaborada! Eu mereço!
Mas foi ótimo para me divertir!
Depois da tão mal fadada pergunta, tive até que recolher alguns dados da criatura para traçar um perfil.
Não preciso nem falar que eu fiquei estática, né? Mas aí, logo em seguida, passados os 5 segundos de indignação, eu não aguentei e tive um surto de riso. Falei para a figura que aquela pergunta era, no mínimo, peculiar. Meu cérebro nessa hora não parava de me dizer: - Agora sim, essa foi a coisa mais imbecíl que você já escutou!
Eu fico realmente impressionada com a criatividade desses caras! Eu, bem como a maioria das mulheres, já escutou toda sorte de besteiras nessas tentativas mal sucedidas de cantada, mas "pelamordedeus", essa foi o cúmulo!
O pior é que esse dia já tinha começado de uma maneira um tanto conturbada. Fugindo de um possível assaltante, andando de Ipanema ao Leblon umas duas vezes, até minha amiga (que foi à praia comigo) se convencer que o "assaltante" não estava por ali, quase não conseguindo entrar na água, porque (que vergonha!) até hoje não sei nadar e o mar estava demais, e no final essa cantada altamente elaborada! Eu mereço!
Mas foi ótimo para me divertir!
Depois da tão mal fadada pergunta, tive até que recolher alguns dados da criatura para traçar um perfil.
- É carioca, mas mora em São Paulo (!)
- Tem 37 anos.
- Para piorar, depois de trezentas desculpas que eu dei, do tipo, tenho que ir embora, tenho namorado e etc... me disse que era óbvio que eu tinha que ter namorado, porque o pai dele sempre dizia que para ele namorar uma mulher bonita, ele teria que roubar de outro cara! hahahahahaha Essa foi o fim!!!
Como dizia Raul Seixas, pare o mundo que eu quero descer!
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